sexta-feira, 21 de junho de 2013



NÃO TENHA MEDO DE FALAR SOBRE VINHO













Antes de qualquer coisa: levar a taça ao nariz, depois à boca e identificar aromas e sabores requer prática (e muita!) e repertório. Espera aí... Repertório? É, isso mesmo... Não tenha medo de falar sobre vinho!

Sabe quando uma lembrança invade sua memória pelo nariz ou pela boca, mas você não consegue traduzir em palavras o que está sentindo? É nessa hora que o vocabulário entra em jogo, e você começa a pular de palavra em palavra em busca de um nome que dê significado ao que está sentindo.

Agora, em vez de responder que o vinho que está degustando tem "cheiro e gosto de vinho", que tal conhecer os aromas e sabores mais comuns para saber o que dizer sobre um vinho?

Passagem por madeira
As mais conhecidas notas que um vinho pode trazer – e talvez mais fáceis de identificar - são curiosamente adquiridas durante a passagem por barrica de carvalho. O contato com a madeira pode representar, para alguns vinhos, quase que a imersão de baunilha em pau ou o despejo de muitas gotas de sua essência, tamanha a maneira como este elemento se faz presente. Consegue imaginar algo feito com baunilha, como um bolo pão de ló recém-saído do forno ou um sorvete de creme? É disso que estamos falando!

Para ficar nos doces, a barrica ainda pode deixar seu registro em forma de notas de chocolate (desde o mais leve branco até o mais preto e amargo ou o puro cacau em pó) e caramelo (a alusão que normalmente usamos aqui é "toffee", aquela bala quadrada, conhece?). Além disso, podem ficar registrados tabaco, tostado, defumado. Para os vinhos brancos, ficam as notas amanteigadas - nas palavras da sommelière especialista em aromas Daniella Romano, da Aromas do Vinho, “quase como a manteiga derretida no pão quentinho!”.

Café com leite

Será que estamos tão acostumados a beber café que notamos seu aroma e sabor até mesmo no vinho? Brincadeiras à parte, esta é mais uma das heranças da passagem do vinho pelo carvalho. Para identificar o seu cheiro, lembre-se daquele momento em que abre a embalagem do café e o cheirinho gostoso sobe para acariciar o nariz. É quase a mesma sensação, só que com menor intensidade, claro!

Como a espuma do leite no expresso ou o próprio leite morno (para os mais interioranos, o líquido recém-saído da vaca), para acompanhar o café, o caráter lácteo vem do período da fermentação. E além do leite, pode vir também o iogurte, com seu azedinho incomparável, e a coalhada.

Tem algo mais francês?

Uma conhecida interferência do processo da fermentação no caráter aromático e no sabor do vinho é quanto à segunda etapa do Champenoise, o método tradicional do Champagne. Enquanto fabricam as bolhas do espumante, as leveduras (parecidas mesmo com as do fermento de pão) dão um toque de brioche a esses vinhos que nasceram na França e são sucesso pelo mundo todo até hoje.

Da cana ao açúcar

Todas as etapas, desde a primeira moagem da cana-de-açúcar até a obtenção do tipo mais refinado e, talvez mais adiante, do caramelo, podem ser aprisionadas numa garrafa. Não é que ao vinho seja adicionado caldo de cana, mas é possível senti-lo tão vivamente no aroma e no sabor, que é como se estivesse tomando um na feira. Às vezes, o vinho pode ser também uma maneira mais agradável de sentir rapadura sem quebrar os dentes, de provar um pouco de açúcar mascavo ou até mesmo do caramelo, feito com açúcar refinado queimado na panela.



Por outro lado, refinando-se ainda mais o processo de extração da cana, ou simplesmente tomando um vinho que esteja na temperatura acima da ideal, pode-se notar, a contragosto, a forte presença do álcool.




Passeio no campo

Violetas, rosas ou lavandas? A pergunta que só os narizes mais apurados conseguiriam responder tem uma solução mais simples: floral! Ao fechar os olhos, esse caráter do vinho pode transportar a um passeio no campo, num parque ou jardim, e até mesmo uma passada rápida no canteirinho que cultiva num canto do seu apartamento, com meia dúzia de vasos e excesso de pólen no ar.

Se a lembrança levar a algum bosque, cuidado para não confundir as flores com os frutos. Desde as frutas vermelhas, como morango, amora e framboesa; até as escuras, como ameixa; e as amarelas, como abacaxi e melão; podem entrar no jogo.


Da terra

Já que estamos no campo, vamos aproveitar a visita e falar também dos aromas e sabores terrosos, herbáceos e vegetais.

Terrosos, como a palavra sugere, vêm de terra. Não propriamente tudo que vem da terra é terroso, mas cogumelos, por exemplo, cumprem bem esse papel. Pense nos cogumelos, como o Paris, frescos. Se os orientais shimeji e shitake forem mais familiares, pode usá-los como referência também. Raízes, como a mandioca, com casca e tudo, ou a própria terra mesmo, a lama e o “cheirinho de chuva”.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, os herbáceos vêm de ervas. Algumas, como menta, hortelã e eucalipto são um pouco mais fáceis de reconhecer, dada o frescor que trazem para o vinho. De uma maneira geral, podemos considerar um vinho herbáceo se lembrar chá. Algumas especiarias como canela e cravo podem lembrar os chás também. Muito utilizadas na culinária brasileira (principalmente nesta época do ano!), por isso devem ser mais familiares e fáceis de reconhecer também. Vinho quente, quentão, arroz doce e canjica são apenas alguns exemplos que, com certeza, vão ajudar.

Couro e toque animal

Curiosamente, a presença do couro no vinho pode ser em decorrência de ter sido vinificado próximo a um curtume, explica Daniella. Em alguns casos, essa característica é tão forte que lembra, por exemplo, entrar num carro com estofado de couro ou quando sente o cheiro de um artefato novo feito com o material, como uma bolsa ou jaqueta. O toque animal, por sua vez, pode se manifestar como pelo molhado, por exemplo, e esterco.

Quiche Lorraine

Sabe quanto acaba de tirar o queijo do tipo parmesão da embalagem e sobe aquele cheirinho salgado? Ou quando saboreia uma lasca bem fina do mesmo queijo? Por mais estranho que possa parecer, a sensação não é o que podemos chamar de inusitada. O salgadinho do gorgonzola também aparece de vez em quando...

E como não existe Quiche Lorraine só de queijo, vamos falar do bacon. Por ser defumado, o caráter é herdado do descanso em barrica. Falamos do bacon, mas o presunto cru se enquadra bem aqui. No mais, tudo que lembrar fumaça no nariz está valendo!

O mar numa taça

Há quem diga que o caráter mineral do Jerez é resultado da interferência da maresia na região espanhola, por estar localizada a menos de 20 quilômetros da costa. Se é ou não, não sabemos dizer, mas é inegável: o vinho tem uma mineralidade maior que os demais. E não é só a salinidade conta nos aromas e sabores minerais. Pedra, giz e petróleo também contam.

Vêm de onde?

“Os aromas são naturais, ninguém adiciona essência no vinho para que ele fique perfumado”, afirma a sommelière. Vinho é feito de uva e ponto! Por mais que as vezes fique difícil de acreditar, as características do vinho se devem à combinação genética da uva que é utilizada para a sua produção. “O lugar onde foi plantado, o clima da região, o solo, e todas as coisas que definem um terroir, o tipo de levedura que foi utilizado, o fato de ele ter ficado ou não em barricas ou mesmo na garrafa para o amadurecimento, todos esses fatores podem colaborar para a formação de outros aromas diferenciando o vinho produzido”, continua Daniella. Sendo assim, um Cabernet Sauvignon chileno não necessariamente tem as mesmas características de um feito, por exemplo, em Bordeaux.

Então mais importante do que ficar decorando as características de cada uva, o melhor a se fazer é aprender identificar os aromas e sabores, e já terá o que falar sobre o vinho que está bebendo!

http://sonoma.com.br/seja-um-craque-itens/item/347-n%C3%A3o-tenha-medo-de-falar-sobre-vinho

GARÇON FRANÇA E SUA TURMA EM FESTAS A CARÁTER



GARÇON FRANÇA E GARÇONETE GLÓRINHA EM FESTA JUNINA EM JUNHO DE 2011

GARÇON FRANÇA COM GARÇONETE ANNE EM FESTA JUNINA EM JUNHO DE 2012















GARÇON FRANÇA COM GARÇONETE CYNTHIA SOUZA EM FESTA JUNINA EM JUNHO DE 2013











GARÇON FRANÇA, GARÇON FELIPE( FILHO ), GARÇONETE CYNTHIA, E SUA MÃE, EM UMA FESTA A CARÁTER ( FAZENDEIROS ). ( O ANIVERSÁRIO FOI DA A FAZENDINHA )










GARÇON FRANÇA E GARÇON FELIPE ( FILHO ) TRABALHANDO A CARÁTER DE PIRATA.












GARÇON FRANÇA TRABALHANDO EM UMA FESTA DE REI.










GARÇON FRANÇA TRABALHANDO DE CAPITÃO.










NÃO TEM PROBLEMA NENHUM ORGANIZE SUA FESTA E DIGA COMO VOCÊ QUER QUE AGENTE SE VITA E VAMOS TRABALHAR.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

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CONHECE AS REGRAS PARA ESCOLHER UM VINHO?




CONHECE AS REGRAS PARA ESCOLHER UM VINHO?
Muita gente já deve ter passado pela indecisão em frente às gôndolas de um supermercado ao decidir levar um vinho para casa. Nem sempre dá tempo de pesquisar um rótulo antes ou buscar seleções especiais. Que vinho comprar?

Quando isso acontece, tentamos várias coisas. Primeiro, pesquisar rótulo por rótulo em no Google, CellarTracker e outros sites de busca e avaliações, mas isso acaba cansando e, por alguma razão mítica, a internet do celular nunca coopera quando precisa. Então, perguntamos ao primeiro funcionário que passa pelo corredor... Mas será que ele não vai indicar apenas vinhos caros ou que precisam ser “desovados”?

É complicado, sabemos. Como adequar um vinho ao seu gosto? E como fazer isso sem depender de um amigo que entenda? Ou melhor, que tal ser esse amigo que entende?


Primeiro passo: pense nas suas preferências...

“Gosto de vinhos fortes, encorpados”
As uvas Cabernet Sauvignon e Syrah (ou Shiraz) costumam produzir vinhos encorpados, estruturados, “fortinhos”. Por sorte, são duas variedades facilmente encontradas em qualquer lugar que vende vinho, além de estarem presentes em vários países. Pela proximidade, os da América do Sul são mais baratos e ótimas opções, mas, se quiser um vinho realmente potente, experimente um Shiraz australiano. Os amantes da Malbec também se enquadram aqui, principalmente se vier da sua nação mais patriota, a Argentina (tente alguns da vinícola Kaiken, são bons representantes).

“Já eu prefiro os mais leves, frescos e fáceis de beber”
Já pensou nos vinhos brancos? Apesar de a maioria dos vinhos consumidos no Brasil serem tintos, é muito fácil encontrar brancos de qualidade em todas as faixas de preço. Quer uma dica? Geralmente os vinhos mais claros são mais leves de corpo. A Sauvignon Blanc é uma delas - bem fresca, com frutas amarelas cítricas, algumas ainda verdes. Porém, se a ideia é beber um tinto, a Pinot Noir é uma das uvas mais delicadas de todas (seus vinhos são até quase transparentes). Com corpo médio, a Merlot é uma uva muito macia e suculenta, produzindo vinhos que passam macios, como um carinho, pela língua.


“Ok, gosto dos brancos, mas prefiro que sejam pesadinhos e façam presença”
Algumas uvas brancas têm mais capacidade de mostrar seu corpo na taça, trazendo sabores mais cheios e untuosos. A Chardonnay, por exemplo, sé dá muito bem com os barris de carvalho, que lhe conferem cremosidade e sabores de baunilha que são muito bem harmonizados com pratos de mais peso, como aves e carnes de porco. Isso acontece principalmente nos vinhos da Argentina e do Chile, entre outros do Novo Mundo (os vinhos Crios, da famosa enóloga argentina Susana Balbo, exploram bem esse estilo). Já na Europa, há vinhos que adquirem tanta estrutura que muitos consideram “brancos em pele de tinto”. É o caso da versátil uva Riesling, da francesa Gros Manseng e da mineral, oras apimentada, Gewürztraminer.

“Não sei ainda do que gosto, estou entrando agora no mundo dos vinhos”
Para quem está iniciando, o melhor é começar pelos mais suaves ou até doces. Tente vinhos com a naturalmente doce uva Moscatel, seja na versão branca (dourada, na verdade!) ou espumante. Algumas marcas nacionais, como a Salton, têm boas opções desse estilo. Outra uva que segue o mesmo caminho, só que bem menos doce e mais difícil de encontrar, é a croata Zinfandel, queridinha dos norte-americanos. Em seguida, vá para tintos que podem ser bebidos mais frios (em torno de 12ºC), são sempre mais fáceis de beber – os italianos de Valpolicella são bons exemplos.


“Já estou neste mundo há algum tempo, quero desafios, vinhos complexos”
Se você já passou pelas etapas iniciais e está à procura de um vinho mais pensativo, que exija um pouco do seu tempo para refletir e descobrir aromas e sensações, é necessário investir um pouco mais. Dá para ser feliz sem passar dos R$ 50 ou R$ 60, mas é necessário experiência para fazer uma boa escolha. Malbecs, Cabernet Sauvignons e Carménères de reservas especiais dos nossos vizinhos sul-americanos são opções interessantes, mas, para quem busca uma experiência do Velho Mundo, vinhos de Portugal ou Espanha são muitas vezes a decisão certa (e hoje já é possível encontrar rótulos de alta qualidade por preços bem atrativos). Para quem pode gastar um pouco mais, as prateleiras da França são o alvo. Pense em Borgonha e Bordeaux, e não se esqueça do Vale do Rhône. Seus vinhos costumam ser frutados, vivos e cheios de sabores terciários (como lichia e chocolate) que podem levar anos para serem compreendidos em toda a sua essência. E claro que a Itália também tem muito a oferecer, como seus grandes Brunellos, Barbarescos e Barolos. Para uma opção mais em conta, pense no Piemonte e sua uva mais famosa, a Barbera.

“Quero sair da mesmice, conhecer novos sabores, de novas regiões... Sou exótico!”
Sem dúvidas, os vinhos orgânicos (biodinâmicos e naturais) são os mais surpreendentes. Quando menos esperamos, eles surgem com sabores totalmente inesperados para suas castas (algumas vezes até esquisitos), mas sempre agradáveis. Foi assim que já sentimos milho, bacon e até tomate em alguns vinhos. Vale a pena também apostar em regiões mais exóticas. É mais difícil encontrar garrafas dessas regiões, mas, se der sorte, não deixe escapar. Viaje para o África do Sul, Marrocos, Líbano, Tunísia, Grécia, California e o tão próximo, mas pouco exportado, Uruguai.

“Gosto docinho”
No Brasil, temos muitos vinhos simples por aí chamados de “suaves”. São vinhos que levam açúcar e acabam perdendo suas características únicas. Mas se você quer provar um vinho doce de verdade, procure os de colheita tardia (“late harvest”), que amadureceram mais do que o comum e liberaram toda a doçura natural da uva em uma linda cor de ouro. Os chilenos e os de marca própria (como da Club des Sommeliers) são os mais em conta. Para o lado dos tintos, os vinhos de Madeira e do Porto são a escolha certa, fortificados e cheios de frutas doces (principalmente os do tipo Ruby). São esses também os ideais para acompanhar sobremesas.

“Mas que calor, quero refrescar!”
Não pense duas vezes: espumante! Além de refrescar, suas borbulhas acompanham bem qualquer prato. Só não escolha espumantes com Moscato, pois são doces e acabam por pesar um pouco mais. O Brasil já tem se mostrado muito competente quando o assunto é espumante (além de sair mais barato) – os que levam a assinatura de Mario Geisse estão entre os melhores, mas a Salton, Miolo e Chandon também dão conta do recado. Agora, se a ideia é aproveitar os melhores espumantes do mundo, procure pelos Cavas espanhóis, pelos Franciacortas da Itália e pelos franceses Champagnes (este, detentor da excelência máxima no quesito).


“Calor onde? Sinto frio, quero esquentar!”
Já que não precisam ser bebidos gelados, os tintos são a melhor opção nos tempos de frio. Além disso, seu teor alcoólico relativamente maior ajuda a dar uma esquentadinha. Os melhores, neste caso, são os espanhóis, principalmente os que levam a uva nacional da terra das touradas: a Tempranillo e seus fortes taninos que secam a boca e esquentam a alma.

“É dia de feijoada!”
Lambrusco! Um espumante italiano, simples e barato, mas cheio de acidez, componente que melhor acompanha toda a gordura presente numa boa “feijuca”.


“Sou mais um churrasquinho”
A América do Sul é o continente do churrasco, então nada melhor que os vinhos daqui para harmonizar. Quando bem feito, esse casamento tira uma lágrima de alegria de qualquer um. Pense nos Malbecs argentinos ou nos Tannats uruguaios, vinhos com estutura equivalente à carne e já acostumadas ao nosso evento preferido. Essa uva, inclusive, tem surgido em ótimos vinhos nacionais de pequenas vinícolas como a Larentis e a Cordilheira de Sant'Anna.




Pensando no bolso
Por fim, o preço importa, então é interessante entender um pouco funciona a lógica de organização dos mercados e adegas. Na maioria deles, os vinhos são alocados de cima para baixo de acordo com o preço – os mais caros em cima, os mais baratos em baixo. Mas isso é muito relativo, pode ter certeza que as marcas mais conhecidas estarão sempre aos seus olhos.


Ah, vale lembrar que essas são indicações bem genéricas, pensando nas opções mais fáceis de encontrar por aí. Nem todo Merlot será macio, por exemplo (já provei um francês, o P’tit Piaf, que foi o mais selvagem e animal da minha vida!).

Este é apenas o primeiro passo. Para ter a resposta na ponta da língua, nada melhor do que experimentar diferentes rótulos e ler bastante. Nunca perca a curiosidade!

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